sábado, 26 de fevereiro de 2011

Chegue em mim sem medo. Toque meus ombros. Olhe nos meus olhos. Como nas canções do rádio.

Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém. Assim, sem precisar procurar no meio da multidão. Alguém que me levasse ao cinema e, depois de um filme sem graça, me roubasse gargalhadas. Alguém que segurasse minha mão e tocasse meu coração. Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse. Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse. Que me dissesse que eu canto mal e que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrada. Alguém que me olhasse nos olhos quando falo, sem me deixar intimidada. Alguém com qualidades e defeitos suportáveis. Que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção. Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo. Eu queria sair por aquela porta e conhecer alguém imperfeito. Feito pra mim.

De um amigo.

A menina do blog.
Ela quer tantas coisas, quer ser de tudo. É como se vivesse a procura de novos desafios e tudo lhe interessa. Ela olha para os lados e tenta compreender as leis da física, mas a única coisa que vem em mente é que nem a lei da gravidade a impede de alçar vôos mais altos.
No fundo sabe disso, que quando realmente quer algo consegue. Ela gosta dos prazeres simples da vida, como ouvir uma boa música, sentir-se anestesiada com palavras escritas.
Ela fala palavrão com tamanha elegância de uma Audrey Hepburn, em uma era digital de “analfabetos” insiste em escrever corretamente.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Chega de amar, chega de me doar, chega de me doer.


Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono. Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Eu pensei em um monte de coisas que eu nunca poderia ter pensado essa manhã.

Seus olhos eram de desilusão, de cansaço. Cansada de construir sonhos, planos, fantasias. E depois da desilusão ter de destruir uma a uma, como se nada daquilo tivesse um dia existido, só para olhar para trás e não sentir nada do que sentira antes. Era mais um fim doído, choroso, arrastado. Fosse o ponto final sua última lágrima de dor, já havia então sido decretado. Decretado num discurso mudo, num adeus em silêncio. Dito através de tudo daquilo que não havia sido falado.
“Meu coração tá ferido de amar errado. De amar demais, de querer demais, de viver demais. Amar, querer e viver tanto que tudo o mais em volta parece pouco. Seu amor, comparado ao meu, é pouco. Muito pouco. Mas você não vê. Não vê, não enxerga, não sente. Não sente porque não me faz sentir, não enxerga porque não quer. A mulher louca que sempre fui por você, e que mesmo tão cheia de defeitos sempre foi sua. Sempre fui só sua. Sempre quis ser só sua. Sempre te quis só meu. E você, cego de orgulho bobo, surdo de estupidez, nunca notou. Eu não sou simples, nunca fui. Mas sempre quis ser sua. E nessa de cuidar, vou cuidar de mim. De mim, do meu coração e dessa minha mania de amar demais, de querer demais, de esperar demais. Dessa minha mania tão boba de amar errado."

A unica coisa que precisamos.

Eles se amam. Todo mundo sabe, todo mundo diz, todo mundo insiste. Eles são os únicos que não sabem disso ainda. Mentira: Sabem sim, mas não vêem. Tudo culpa daquele medo meio irracional e paranóico. Aquele silêncio gritante, aquela vontade, temperada com anseios de um futuro incerto. Não importa. Sempre que pensam um no outro sorriem. E por enquanto, apenas isso basta. 

Minha alegria eu compro em cápsulas, eu sei na teoria. Adio toda a dor.


Nenhuma verdade me machuca, nenhum motivo me corrói, até se eu ficar só na vontade, já não dói. Nenhuma doutrina me convence, nenhuma resposta me satisfaz. Nem mesmo o tédio me surpreende mais. Nenhum sofrimento me comove, nenhum programa me distrai, eu ouvi promessas e isso não me atrai. E não há razão que me governe, nenhuma lei pra me guiar.

domingo, 16 de janeiro de 2011

A gente se engana muito com as definições românticas.

Por mais que eu adie a vida sem você e fuja do mundo pra esperar um telefonema por duas ou três semanas, no fundo eu sei que você não volta. Que a gente não volta. Bem lá no fundo eu sei que você quer ser passado, mesmo ainda sendo tão presente em mim.