Por alguns momentos,é como se houvesse assim uma espécie de esperança. De possibilidade de esperança.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Desligou a tevê de repente. Foi até o quarto, abriu todas as portas do armário. Camisas, meias, roupa suja, sapatos, documentos, travesseiro. Amontoou tudo no meio da sala. Pegou uns desodorantes no banheiro. Iriam ajudar. Por cima, jogou talheres, pacotes de macarrão pela metade, garrafas de Merlot que nunca foram abertas. Da cozinha, trouxe também uma caixa de fósforos. Acendeu o palito com a mão direita, com a esquerda fez uma concha. Jogou na pilha, mas a chama se extinguiu. Olhou para a sala bagunçada, o seu dia-a-dia todo empilhado. E começou a arrumar, coisa por coisa, tudo o que estava ali.
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Talvez eu saiba que as pessoas nunca vão ser inteiramente minhas. E bem dificilmente vão ser 'um pouco' minhas, apesar de eu dar muito de mim pra elas. As vezes penso que de qualquer maneira, ninguem vai estar lá quando precisar. Ninguem pra dar a mão e dizer "Tudo vai ficar bem", mesmo que seja impossivel na hora, e você saiba disso. E por mais que me doa, talvez eu saiba que tudo nunca passou de um sonho, e que a realidade é bem diferente daquilo que imaginei para nós. Talvez eu saiba que tudo o que sobra é a dor e aquela gostosa sensação de passado, perfeitamente encapsulado, como uma bolha de sabão que você fica observando de longe com medo de chegar perto demais e estoura-la. Uma pincelada de cores naquela tela árida e cinzenta que havia se tornado a minha vida.
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