Por alguns momentos,é como se houvesse assim uma espécie de esperança. De possibilidade de esperança.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Minha verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia. Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama. Quanto a mim, assumo a minha solidão. Que ás vezes se extasia como diante de fogos de artifício. Sou só e tenho que viver uma certa glória íntima que na solidão pode se tornar dor. E a dor, silêncio. Guardo o seu nome em segredo. Preciso de segredos para viver.
Chorei três horas, depois dormi dois dias.Parece incrível ainda estar vivo quando já não se acredita em mais nada. Olhar, quando já não se acredita no que se vê. E não sentir dor nem medo porque atingiram seu limite. E não ter nada além deste amplo vazio que poderei preencher como quiser ou deixá-lo assim, sozinho em si mesmo, completo, total.
sábado, 10 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Desligou a tevê de repente. Foi até o quarto, abriu todas as portas do armário. Camisas, meias, roupa suja, sapatos, documentos, travesseiro. Amontoou tudo no meio da sala. Pegou uns desodorantes no banheiro. Iriam ajudar. Por cima, jogou talheres, pacotes de macarrão pela metade, garrafas de Merlot que nunca foram abertas. Da cozinha, trouxe também uma caixa de fósforos. Acendeu o palito com a mão direita, com a esquerda fez uma concha. Jogou na pilha, mas a chama se extinguiu. Olhou para a sala bagunçada, o seu dia-a-dia todo empilhado. E começou a arrumar, coisa por coisa, tudo o que estava ali.
domingo, 27 de junho de 2010
sábado, 26 de junho de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)




